Não é novidade que em ano de eleições e, especialmente, a depender dos resultados das urnas, haja uma correria grandiosa e, muita das vezes, imoral, para garantir “emprego” a comissionados e gratidão aos subservientes de estimação. Em Alagoas, nesta quinta-feira (15), como num filme cercado por reviravoltas, o Governo encaminhou um projeto de lei para Casa de Tavares Bastos que altera as regras de transferência de oficiais da PMAL e CBMAL para a reserva remunerada compulsória (ex officio). Pasmem! Eles (o consórcio, a dupla forte de Alagoas) querem revogar a própria lei que fizeram, pois agora precisam atender outros interesses.
Para enganar ninguém. O Governo, alinhado com a presidência da Assembleia Legislativa, diz que o projeto visa aproveitar a experiência desses profissionais que iriam para inatividade depois de exercer o Comando e o Subcomando-Geral das Corporações ou por ter excedido 35 anos de efetivo serviço a depender do quadro funcional que pertençam.
Na prática, independente da experiência profissional dos Oficiais em questão, o projeto visa engessar o fluxo de promoções (e não se enganem achando que este “inocente” projeto só vai prejudicar oficiais superiores). Ele acaba com a promoção e com a segurança jurídica da carreira militar, desestabiliza os futuros comandos da nova gestão estadual e, principalmente, mostra que na “República de Alagoas” tudo pode ser feito para contradizer legislações e determinações judiciais que não favoreçam interesses pessoais e personalíssimos.
No apagar das luzes para encerrar seu ciclo como gestor do Poder Executivo afirma preocupação com o Sistema de Proteção Social dos Militares Estaduais, grande estratégia que não convence. Ele não se preocupou em diminuir interstícios para ajudar nas promoções de seus apadrinhados políticos. Nem lembrou da experiência dos ex-comandantes que colocou na inatividade para abrir vaga e promover novos coronéis. Resumindo: Tudo eu posso, tudo eu faço e nada me detém. Nem a opinião pública, muito menos as determinações judiciais. Será?
Foram promoções que garantiram aos beneficiários ocupar o último posto da Corporação, em alguns casos, por mais de 15 anos. Resumindo: a metade do tempo de serviço obrigatório, o oficial vai exercer a função de Coronel. Travando por 15 anos o fluxo normal das promoções.
A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas – ASSOMAL lamenta a postura nociva e desrespeitosa da dupla: Paulo Dantas e MV , que mais uma vez atuam para prejudicar muitos em detrimento de uma casta. Espera que os poderes constituídos, os formadores de opinião e os Militares Estaduais prejudicados analisem este caso e adotem as providências que lhe competem, nas diversas esferas de suas atuações, até no cenário eleitoral.
Maceió/AL, 15 de outubro de 2026.
DIRETORIA EXECUTIVA DA ASSOMAL






